Petróleo Brent bate US$ 80 e renova máxima de quase quatro anos

Preço do barril de petróleo supera marca de US$ 80

"A eventual dupla diminuição da produção do Irão e da Venezuela poderia representar o maior desafio para os produtores, que teriam de evitar a abrupta subida dos preços e compensar as quedas daqueles países".

O petróleo do tipo Brent superou nesta quinta-feira a marca de US$ 80 pela primeira vez desde novembro de 2014.

A possibilidade de as novas sanções sobre o Irão e a redução do fornecimento venezuelano diminuírem o nível de oferta global estão entre as principais causas da subida do preço, segundo os analistas.

Numa reação àquelas penalizações económicas impostas por Washington a Teerão, a petrolífera francesa Total anunciou na quarta-feira que vai abandonar o projeto iraniano South Pars 11 (SP11), um dos maiores campos de gás do mundo e explicou que 90 por cento do financiamento procede de entidades norte-americanas. Na máxima do dia, até o momento, o contrato de julho do Brent alcançou US$ 80,18.

"O barulho geopolítico e os temores crescentes estão aqui para ficar", disse Norbert Rücker, chefe da Macro & Commodity Research do banco suíço Julius Baer. Segundo a empresa, o preço do diesel A passará de R$ 2,3082 nesta quinta-feira (17) para R$ 2,3302 nesta sexta-feira (18) - o que significa uma alta de 0,95%. É provável que o preço do petróleo continuará crescendo.

Independentemente do que se fala do Trump, o fato é que ele fez o preço do petróleo subir; isso resolveu todos os problemas orçamentário da Rússia.

A arrecadação com royalties cresceu 23,3% nos 4 primeiros meses de 2018, na comparação com o mesmno período do ano passado, segundo dados do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE).

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