MPF acusa 11 brasileiros de promover Estado Islâmico, diz jornal

11 brasileiros são acusados de promover o Estado Islâmico e recrutar jihadistas

O Ministério Público Federal de Goiás denunciou 11 brasileiros por formação de organização criminosa e promoção do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) através das redes sociais, segundo nota divulgada nesta quinta-feira. Na avaliação do MPF, houve tentativa de recrutar jihadistas para se juntar ao grupo terrorista, discussões sobre a realização de atentados no Brasil e planos para formar uma célula nacional do EI.

A investigação começou depois que a PF foi alertada pela Guarda Civil da Espanha sobre a presença de números de telefone brasileiros em grupos de WhatsApp de simpatizantes da organização terrorista.

Além do crime de promoção de organização terrorista, cinco deles também foram denunciados por corrupção de menores, pois tentaram recrutar, na época, um adolescente para participar do grupo terrorista. O título dessa comunidade virtual, que tinha 43 integrantes, era "Estado do Califado no Brasil".

O jornal O Estado de São Paulo teve acesso à denúncia.

Segundo o documento, assindo em 20 de abril pelo procurador da República Divino Donizette da Silva, em grupos de mensagens com nomes como "Uma bala na cabeça de todo apóstata" e "Na via de Alá, vamos", os participantes trocavam materiais extremistas.

Em depoimentos, acusados revelaram contatos com terroristas de países como Síria, Líbia e Afeganistão, com quem buscavam aprender "táticas de guerrilha".

A maioria dos envolvidos não se conhecia pessoalmente.

Na conversa, Brian sugere uma ação no Rio inspirada no ataque à Ponte de Londres, em 2017, quando três terroristas do EI atropelaram e esfaquearam pedestres na capital britânica, matando oito pessoas e ferindo 48.

Dois réus passam por avaliação de saúde mental. Ele frequentava o Centro de Atenção Psicossocial de Candeias, na Bahia.

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