"São acontecimentos graves que não podemos banalizar" — Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa e o ataque na academia do Sporting Sinto-me vexado

Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se agastado com o que aconteceu terça-feira em Alcochete, e as agressões a jogadores do Sporting. O Presidente da República salienta que foram acontecimentos "graves" e "não podemos fazer de conta" ao ver a escalada de violência "crescer" no futebol e no desporto. "Acontecimentos graves que não podemos banalizar ou normalizar", disse. São más para o desporto português e para a sociedade. "De repente desapareceu a comunidade portuguesa e agora está a aumentar", enfatizou o chefe de Estado português.

O Presidente da República ainda não confirmou se irá à final da Taça de Portugal, a realizar-se no dia 20 de Maio, no Estádio Nacional do Jamor.

"Tive o sentimento de alguém que se sente vexado pela imagem projetada por Portugal no Mundo". Vexado porque Portugal é uma potência no desporto e no futebol profissional; vexado pela gravidade do que aconteceu.

"Não pode haver dois Portugais", assegura, falando de "um que viva à margem do estado democrático".

O chefe de Estado lembrou que o país se rege por leis e uma Constituição, apelando à criação de um "clima de serenidade".

Questionado pela Lusa, em Leiria, sobre se vai ao Jamor, Marcelo respondeu: "para já não quero dizer mais nada". "Temos de ter a noção que é fundamental para o próprio futebol, para o desporto, e para a sociedade portuguesa, que o clima criado, debatido no parlamento e objeto de chamadas de atenção do governo, não pode continuar". Fazer de conta que é um caso isolado. Temos de refletir e atuar quem deve atuar. Este é momento de travar a escalada. "Se não é travada agora, quando tiver de ser travada mais adiante é por meios muito mais drásticos e penosos e todos quereríamos evitar isto".

"Escalada do problema pode destruir o futebol".

Esta terça-feira, 15 de maio, cerca de 50 indivíduos de cara tapada, alegadamente adeptos 'leoninos', invadiram a Academia e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic, assim como o treinador Jorge Jesus e outros membros da equipa técnica.

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