Jogadores do Sporting vão disputar final da Taça de Portugal

Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, revelou que, no domingo, na final da Taça de Portugal, o dispositivo de segurança será aumentado.

Os torcedores invadiram o centro de treinamento encapuzados e não pouparam ninguém das agressões. Um dos mais feridos foi o atacante holandês e artilheiro da equipe, Bas Dost, que foi espancado e ficou com cortes na cabeça.

Na mesma nota, os jogadores acrescentam que, "depois de ponderarem todos os acontecimentos recentes, com particular destaque para os ocorridos no dia de ontem [terça-feira] na Academia do SCP, consideram que os mesmos são de enorme gravidade e impõem uma reflexão séria, calma e racional no que respeita às suas consequências e eventuais medidas a tomar por cada um, de acordo com os termos e prazos legais".

"Sem prejuízo das decisões que cada um tomará, os abaixo assinados honrarão a sua condição de profissionais, disputando o jogo da final da Taça de Portugal no dia 20 de maio", lê-se num comunicado subscrito pela maioria do plantel do Sporting, após uma reunião com o Sindicato dos Jogadores.

Lembre-se que a GNR efetuou 23 detenções, apreendeu cinco viaturas e recolheu depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do Sporting, na sequência da invasão à academia do clube, em Alcochete.

"O Sporting Clube de Portugal confia na justiça e, como sempre defendeu, prestou e prestará toda a colaboração necessária para a apuração da verdade", informou o clube.

Sobre a possibilidade de a equipa leonina ser recebida nos Paços do Concelho, caso ganhe a taça, o presidente do município da capital referiu que o Sporting pediu para tal não acontecer.

"O que se passou aqui é um ato criminoso, a polícia tem cá estado desde o primeiro momento e vamos aguardar para ver quem são (os agressores) e tomar as nossas medidas".

Bruno de Carvalho ainda admitiu que foi decepcionante para a torcida a equipe não ter conseguido conquistar a classificação para a Liga dos Campeões, mas enfatizou que nada justifica os atos violentos da última terça. "Isto não é frustração, é crime público", ressaltou.

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