António Costa confirma presença na final da Taça de Portugal

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"Será por isso um dos primeiros visados nas ações cíveis que vou mover, até pela posição relevante que ocupa na sociedade", refere Bruno de Carvalho.

As declarações de António Costa surgem um dia depois do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, terem mostrado relutância em assistir à final da Taça de Portugal no Jamor.

Para Bruno de Carvalho, o chefe de Estado está a imputar-lhe "responsabilidade" neste caso, algo que negou de forma veemente.

Apesar de toda esta polémica, o Desportivo das Aves garantiu estar totalmente focado na final da Taça de Portugal e na conquista do troféu.

O dirigente leonino acrescentou ainda que vai avançar com ações cíveis contra comentadores e jornalistas que o criticaram nos últimos dias.

O Ministério Público informou na quarta-feira ter realizado buscas em Alvalade e domiciliárias, relacionadas com suspeitas de atos de corrupção.

"Nunca tive qualquer tipo de ação que fosse geradora de violência como se comprova (...) pelos cinco anos [na presidência do Sporting] sem qualquer incidente".

Quanto ao cargo, o presidente do Sporting não deixou dúvidas: não se demite.

Seja como for, seria para Costa uma "grande tristeza" que a final não fosse disputada no estádio do Jamor, onde o líder socialista afiança espera estar no próximo domingo "com muito gosto".

Durante a tarde de terça-feira, cerca de 50 pessoas, de cara tapada, alegadamente adeptos 'leoninos', invadiram a Academia de Alcochete e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic e outros membros da equipa técnica.

Os detidos foram já identificados e ficaram a conhecer os factos que lhe são imputados no tribunal do Barreiro e vão começar esta quinta-feira a ser ouvidos por um juiz de instrução criminal. A saber: introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário.

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