Triplex atribuído a Lula tem primeiro lance de R$ 2,2 milhões

A um dia do fim do prazo leilão de triplex atribuído a Lula não recebeu lances Reprodução

Mas o negócio não saiu "barato". O comprador, registrado no pregão como "Guarujapar", do Distrito Federal (DF), ainda terá que arcar com uma dívida de R$ 47,2 mil de débitos condominiais e outros R$ 110 mil em comissão ao leiloeiro. "O imóvel possui localização privilegiada, em frente da praia, no bairro jardim Astúrias e atualmente está desocupado", completa.

"Estou sempre atento às boas oportunidades e a minha percepção é de que fiz um bom investimento", diz o dono da Guarujá Participação, empresa criada com finalidade específica de fazer a compra. "A prova final é que o mesmo juiz Sérgio Moro reconhece que os recursos do leilão podem ir para a OAS", disse o advogado de defesa do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, em nota de março deste ano.

O leilão do tríplex do Guarujá foi determinado em janeiro pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância. Ele aparece também como sócio de pelo menos outra dezena de empresas e admite que atua tanto com o Poder Público como com a iniciativa privada em seus empreendimentos. Caso não haja nenhuma proposta até as 14h desta terça-feira (15), o leilão deve ser reaberto por sete dias, com mínimo de 80% do valor de avaliação. Segundo a assessoria de imprensa da Superbid, responsável pelo leilão na internet, o usuário pediu o cancelamento da oferta.

O imóvel foi visualizado mais de 58 mil vezes no site dos organizadores do leilão.

Segundo a leiloeira, o apartamento, de 297 metros quadrados, tem quatro quartos, piscina e churrasqueira e localiza-se em Guarujá, uma estância balnear perto de São Paulo.

"Existe um elevador que integra os três andares, sendo que não foi possível verificar seu funcionamento visto que a luz da unidade não esta ligada".

O valor será depositado em uma conta judicial para ser destinado à Petrobrás. Lula negou as acusações.

O petista defende sua inocência e se diz vítima de perseguição da força-tarefa e da Justiça.

A venda é uma das contradições do processo que levou a condenação do ex-presidente, que está preso desde o dia 7 de abril, em Curitiba.

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