ONU denuncia Israel por "mortes indiscriminadas" nos protestos de Gaza

Enviado da ONU responsabiliza Israel e Hamas por

Um manifestante palestino morreu nesta terça-feira (15) durante novos confrontos contra o Exército de Israel no dia da "Nakba", no leste do campo de refugiados de Al-Bureij, na região central de Gaza, informou o Ministério da Saúde local, citado pela agência "Maan".

Entre as quase 60 pessoas mortas na segunda-feira (14), principalmente por atiradores de elite israelenses, estava um biamputado, recordou, fazendo referência a Fadi Abu Saleh, palestino cuja imagem viralizou na internet.

Este foi o maior massacre do conflito israelo-palestiniano em Gaza desde 2014.

As forças israelenses responderam com gás lacrimogêneo, balas de plástico e vários tipos de munição, causando horríveis ferimentos e invalidez pelo resto da vida, conforme o relato.

"Novamente, pedimos investigações independentes e transparentes em todos os casos de morte e feridos desde 30 de março".

Israel disse estar agindo em legítima defesa para proteger suas fronteiras e comunidades.

O escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) também acredita que a transferência da embaixada dos EUA de Tel-Aviv para Jerusalém não esteja ligada à situação na Faixa de Gaza, apesar de que claramente não melhora a situação.

Na segunda-feira, os Estados Unidos inauguraram a sua embaixada em Jerusalém, cidade reconhecida unilateralmente pelo presidente norte-americano como capital de Israel.

Segundo as últimas informações, 61 palestinos foram mortos nos confrontos e mais de 2,7 mil ficaram feridos.

A greve marca o último dia da Marcha do Retorno, uma mobilização de seis semanas realizada em Gaza demandando o retorno de centenas de deslocados palestinos cujas casas originais ficaram no lado israelense após a construção do muro na fronteira.

A Venezuela apoia a "justa causa do povo palestiniano e do seu direito de regressar aos territórios que historicamente lhe pertenceram" e une-se "à dor e ao luto" dos familiares das vítimas, fazendo ainda "votos de pronta recuperação dos milhares de afetados", indicou.

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