Justiça manda prender acusados de tentar matar manifestante anti-Lula

Ex-vereador do PT que agrediu empresário é denunciado pelo MP-SP

O desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 3ª Câmara de Direito Criminal, negou liminar em pedido de habeas corpus do ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o "Maninho do PT", e de seu filho Leandro Eduardo Marinho, acusados de tentativa de homicídio do empresário Carlos Alberto Bettoni, na noite de 5 de abril, em frente o Instituto Lula, na zona sul da capital paulista.

A magistrada disse na decisão que "os réus contaram com a impunidade, que não veio e não virá". "Eles não podem permanecer em liberdade após a prática de um crime doloso contra a vida, praticado de maneira tão covarde", afirmou.

"As imagens demonstraram que a vítima, por diversas vezes, pediu para que os réus mantivessem a calma".

O promotor responsável pela denúncia oferecida à Justiça, Luiz Eduardo Levit Zilberman, recomendou o arquivamento do inquérito contra o secretário nacional do Setorial Sindical do PT, Paulo Cayres, que também foi indicado por causa da agressão. "Ela tentou fugir dos réus, mas infelizmente não conseguiu", anotou a juíza.

No despacho, a juíza ainda avalia que a 'liberdade dos acusados geraria, na sociedade, uma enorme sensação de impunidade e a impunidade é um convite ao crime'.

Na última sexta-feira, a juíza Débora Faitarone, da 1ª Vara do Júri de São Paulo, alegou a proteção da ordem pública como justificativa para a prisão de Maninho e de seu filho. Também foi denunciado pelo crime o filho do ex-parlamentar, Leandro Eduardo Marinho, que participou das agressões. A reportagem também entrou em contato por meio do celular de Maninho.

O empresário protestava contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia em que o petista teve a prisão decretada, quando ficou ficou ferido após ter sido empurrado e batido a cabeça em um caminhão que passava na rua em frente à entidade.

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