O cinema perde Roberto Farias

Morre Roberto Farias, 'diretor de Prá Frente Brasil'

O rei Roberto Carlos lamentou a morte do cineasta Roberto Farias, nessa segunda-feira (14).

Na direção, assinou filmes como "Pra frente Brasil" (1982) e os filmes estrelados por Roberto Carlos, como "Roberto Carlos em ritmo de aventura" e "Roberto Carlos e o diamante cor de rosa".

A Ancine se solidarizou com os amigos e familiares de Roberto Farias, "com a certeza de que sua obra permanecerá como referência e inspiração para o cinema nacional".

Diretor, roteirista, produtor e gestor, Roberto Farias foi um dos mais talentosos homens de cinema do Brasil.

O ator global, Reginaldo Faria, irmão de Roberto, sentiu muito a perda do ente querido. Entre 1974 e 1978, como presidente da estatal de cinema Embrafilme, levou a autarquia à participação efetiva na lógica da indústria cinematográfica, como distribuidora de filmes.

Farias produziu mais de 25 filmes de longa-metragem, entre eles clássicos como "O assalto ao trem pagador" (1962), que também dirigiu, além de "Toda nudez será castigada", "Aventuras com Tio Maneco", "Maneco, o super-tio" e "Não quero falar sobre isso agora".

Sobrinho do cineasta, o ator Marcelo Faria postou uma homenagem ao tio em uma rede social.

Aos 86 anos, grande parte deles dedicados ao cinema, Roberto lutava contra um câncer. Quase todos foram sucessos de bilheteria, pois poucos cineastas brasileiros tiveram o domínio do gosto popular como ele.

O último trabalho do profissional no cinema foi o filme "Os Trapalhões no Auto da Compadecida", em 1987, que vendeu na época mais de 2 milhões de ingressos. Neste período, os longas do país chegaram a uma fatia de 33% no número de ingressos vendidos, tendo como símbolo desse sucesso a bilheteria histórica de "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976).

Farias também foi produtor e distribuidor.

Na TV, dirigiu minisséries como As Noivas de Copacabana e Memorial de Maria Moura, além de vários episódios do programa Você decide. Esta ligação com o mercado continuou presente com a criação da Academia do Cinema Brasileira, à qual foi um dos fundadores e primeiro presidente.

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