Dodge reforça pedido ao STF para condenar Nelson Meurer — Lava Jato

Rodrigo Maia, é alvo de três inquéritos no Supremo

O início do julgamento da Segunda Turma da corte será hoje. O parlamentar se tornou réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em junho de 2016, quando a Segunda Turma aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

"O recebimento de vantagens indevidas pelo PP e por Nelson Meurer, muitas vezes com a participação consciente e voluntária de seus filhos, deu-se mediante a execução de variadas técnicas de lavagem de dinheiro, utilizadas no intuito de camuflar a ilicitude dos valores recebidos", acusou Raquel Dodge.

A denúncia foi oferecida em outubro de 2015 pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A defesa de Meurer pediu, por duas vezes, que o julgamento fosse adiado, considerando a ausência do ministro Dias Toffoli, que se encontra em um congresso jurídico em São Petersburgo, na Rússia.

Fachin destacou que, em caso de empate entre os quatro ministros presentes - além dele, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello - a conclusão do caso deverá aguardar o voto do ministro ausente. Segundo a acusação, Meurer teria solicitado e recebido, em nome do PP, mais de R$ 357,9 milhões em propina entre os anos de 2006 e 2014, no esquema de corrupção na Petrobras.

Uma decisão que estará prestes a ter consumada uma decisão nesta terça-feira (15), através de votação na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], poderá ocasionar uma "reviravolta", em se tratando dos trabalhos realizados no que se refere às investigações contra a Corrupção no país.

A acusação tem como ponto de partida a delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e tido como homem do PP na petroleira.

A defesa de Meurer afirmou que o Ministério Público Federal (MPF) não conseguiu comprovar a denúncia contra o deputado, ficando a imputação dos crimes baseada somente nas palavras do delator.

Meurer é deputado desde 1995; portanto, se encaixa nas novas regras do foro privilegiado definidas pelo Supremo, segundo as quais a prerrogativa só é válida para crimes cometidos durante e em razão do exercício do mandato.

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