Crescimento da economia da zona euro e UE abranda no 1º trimestre

Abrandamento do crescimento do PIB

O NECEP estima que, no primeiro trimestre de 2018, o PIB tenha registado um crescimento de 0,5% face ao trimestre anterior e uma variação homóloga de 2,1%, ainda a beneficiar das condições económicas observadas no ano passado. O BPI estima um crescimento do PIB entre 2,1% e 2,3% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

A média das estimativas recolhidas pela agência Lusa apontava para um crescimento de 0,6% em cadeia. Mas, o BCP na nota de conjuntura da última semana referia até evolução homóloga de 1,7% e em cadeia de 0,1%.

O instituto repara ainda numa "ligeira desaceleração do consumo privado, enquanto o investimento apresentou um crescimento ligeiramente mais acentuado, determinado pelo comportamento da variação de existências, refletindo o efeito base do contributo negativo verificado no 1º trimestre de 2017".

Face ao trimestre anterior, o INE realça que "contributo da procura externa foi negativo, após ter sido positivo no trimestre anterior".

Os resultados mais completos e definitivos das contas nacionais trimestrais relativas ao 1º trimestre de 2018 "serão divulgados no próximo dia 30 de maio de 2018", diz o INE. O INE assinala que, no primeiro trimestre, tanto em termos homólogos como em cadeia, as exportações cresceram menos que as importações.

O Governo, no programa de Estabilidade, lida com um cenário de crescimento anual de 2,3%, em linha com o Banco de Portugal. A Comissão Europeia está menos otimista e acredita num crescimento de 2,2%.

Pela positiva, destaca-se o comportamento do investimento, que registou um contributo mais positivo para o crescimento tanto em termos homólogos como em cadeia. Mais otimista para o conjunto do ano está o Grupo de Análise Económica do ISEG, que prevê um crescimento do PIB em termos anuais entre 2,4% e 2,8%.

Recorde-se que o Governo espera que a economia nacional termine o ano com um crescimento homólogo de 2,3%, a mesma estimativa do Banco de Portugal, o que significa que este resultado não compromete esse objectivo. Por componentes, "admite-se um melhor desempenho do consumo privado, menor crescimento do investimento e alguma incerteza em termos de procura externa líquida", afirmava o ISEG. Os economistas consultados pelo Jornal Económico apontam para um crescimento em 2018 entre 2% e 2,4%.

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