Quim Torra é o novo líder regional da Catalunha

Separatista, Quim Torra assume como presidente da Catalunha

Em resposta a uma acusação do líder do PP catalão, Xavier Garcia Albiol, Torra disse que vai governar em nome de "todos" e explicou que é a conjuntura catalã que é excepcional e não a sua eleição: "Eu não sou um presidente excepcional".

Foram meses de impasse os que se viveram entre as autoridades catalãs desde as eleições regionais de Dezembro, que valeram uma maioria de independentistas no parlamento catalão.

O governo central espanhol deve encerrar sua intervenção na Catalunha depois da posse de Torra e de seu gabinete nesta semana.

"Vamos apostar no entendimento e na concórdia, mas da mesma maneira que afirmo isto, garanto que a lei e a Constituição espanhola serão cumpridas", afirmou.

Torra foi escolhido por Puigdemont para sucedê-lo.

A abstenção dos quatro deputados do pequeno partido independentista de extrema-esquerda 'Candidatura de Unidade Popular' (CUP) foi essencial na eleição de Quim Torra, que assim conseguiu ganhar por maioria relativa, depois de ter falhado a primeira votação no sábado em que precisava da maioria absoluta dos 135 deputados regionais, como dá conta a agência Lusa.

Quim Torra dispõe agora de cinco dias para constituir um novo Governo.

Rajoy avançou que não gosta das palavras que tem ouvido da boca de Quim Torra, mas que o irá julgar não por estas, mas sim pelo que fizer a partir de agora.

Na ocasião, Torra prometeu trabalhar "sem descanso" pela independência e facilitar mais adiante o retorno ao poder de Puigdemont, que chamou de "presidente legítimo".

Após consultar suas bases, o partido anunciou a abstenção para não bloquear "a formação de um novo governo", mas advertiu que fará oposição ativa a qualquer plano de governo "que não avance na construção de medidas republicanas".

Quim Torra recebeu 66 votos favoráveis, tendo havido 65 votos contra e quatro abstenções.

O anúncio do ex-chefe de governo catalão ocorre um dia depois de o Tribunal Constitucional da Espanha ter aceitado um pedido do governo em Madri que efetivamente impediu que políticos pró-independência na Catalunha votem em Puigdemont enquanto ele permanece ausente.

O ex-presidente destituído, que fugiu para o exterior antes de ser processado por rebelião, está em liberdade sob fiança na Alemanha e aguarda para saber se será extraditado.

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