Dezenas de países boicotam inauguração de Embaixada dos EUA em Jerusalém

Jim Lo Scalzo  EPAIvanka Trump

Nesse sentido, nós apoiadores e admiradores do Estado de Israel, entendemos que o Brasil precisa adotar a mesma postura dos Estados Unidos e transferir imediatamente sua embaixada para Jerusalém, posto que a manifestação dos representantes diplomáticos brasileiros não encontra eco ou respaldo em seus representados.

Está prevista a assistência de um milhar de pessoas e foram convidados 86 embaixadores e encarregados de negócios, 40 dos quais aceitaram, mas a maioria dos Estados europeus não estará presente por não concordar com a mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, que rompe o consenso da comunidade internacional. Antes da oficialização da mudança, uma promessa eleitoral de Donald Trump, haverá uma gala onde vão estar presentes vários países.

Segundo o Hareetz, jornal israelita, a lista dos presentes inclui um total de quatro países da União Europeia: Áustria, República Checa, Hungria e Roménia.

Entre os que participarão no evento de hoje estará também a ministra de Relações Exteriores da Guatemala, Sandra Jovel, que chegou ao país para inaugurar na próxima quarta-feira a embaixada do seu país em Jerusalém, seguindo os passos de Washington. Portugal, tal como a grande maioria dos países da União Europeia, vai estar de fora, apesar de ter recebido convite.

O Governo português, pela voz do chefe da diplomacia, Augusto Santos Silva, opôs-se à decisão da administração norte-americana de transferir a representação diplomática de Telavive para Jerusalém, insistindo que a solução para o conflito passa pela "coexistência" entre Israel e a Palestina.

A Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, cidade reconhecida unilateralmente pelo Presidente norte-americano, como capital de Israel, é inaugurada amanhã, no dia em que o Estado judaico celebra o 70º aniversário da sua fundação, e que conta com uma mensagem de Donald Trump transmitida por vídeo. Trump tinha inicialmente expressado a sua vontade de assistir à cerimónia de inauguração, mas será afinal representado pelo secretário de Estado adjunto, John Sullivan, a sua filha Ivanka e o marido desta, o conselheiro da Casa Branca, Jared Kushner.

Notícias relacionadas: