Gilmar Mendes manda soltar Paulo Preto, operador do PSDB

Gilmar manda soltar Paulo Preto

A força tarefa da operação Lava Jato em São Paulo denunciou Paulo Preto e mais 4 suspeitos de desviar R$ 7,7 milhões de 2009 a 2011 (valores da época) de obras públicas.

Alçado ao STF pelas mãos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Gilmar concedeu nesta sexta-feira (11) um habeas corpus e mandou soltar o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, operador do PSDB. Ele é acusado de operar propina para políticos do PSDB.

Em 20 de abril, Gilmar tinha negado outro pedido de liberdade."Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do decreto de prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, o qual deverá ser posto em liberdade, se por outro motivo não estiver preso", decidiu Gilmar.

Um dos ministros que é considerado extremamente "polêmico", Gilmar Mendes, muitas vezes uma incógnita, a partir de suas decisões tomadas e que geralmente repercutem intensamente perante à sociedade civil organizada, se manifestou a respeito de sua continuidade como magistrado da Suprema Corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], presidido atualmente pela ministra Cármen Lúcia. "Aparentemente, a fundamentação da prisão preventiva não revela os reais propósitos da medida", escreveu o magistrado.

Gilmar citas na peça as supostas ameaças relatadas por Mércia Ferreira Gomes, funcionária terceirizada da Dersa, em acordo de delação premiada, que embasaram o pedido de prisão preventiva de Paulo Vieira. Mas, segundo a decisão do ministro, as supostas ameaças aconteceram entre 2015 e 2016 e o executivo só foi preso em abril deste ano. "A prisão preventiva é fundada no suposto interesse do paciente em impedir os depoimentos da corré", afirma o ministro. O dinheiro estava em quatro contas bancárias, abertas em 2007, por uma offshore que fica no Panamá, cujo beneficiário é Paulo Preto.

Recursos recebidos por Paulo Preto são ligados principalmente ao ex-governador José Serra.

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