Agricultura poderá sofrer corte de 6% no orçamento da próxima PAC

Bruxelas mais otimista com o crescimento português

Por outro lado, Bruxelas reviu em alta as estimativas do crescimento económico português face às suas previsões de inverno, divulgadas em fevereiro.

Para o conjunto dos 28 países da UE, os números são iguais: após um crescimento de 2,4% em 2017, a Comissão prevê 2,3% em 2018 e 2% para o próximo ano.

A estimativa da Comissão fica acima do previsto pelo executivo liderado por António Costa que, no Programa de Estabilidade, estima um défice de 0,7% do PIB este ano, incluindo o empréstimo que o Estado terá de fazer ao Fundo de Resolução para recapitalização do Novo Banco.

Em termos estruturais, Bruxelas admite que o saldo piore cerca de 0,5% do PIB até 2019. "Apesar de algum abrandamento, o turismo deve continuar a ser um dos principais impulsionadores a apoiar o balanço externo português", refere a Comissão. Este ano, a economia deverá voltar a recuperar, para abrandar de novo ligeiramente em 2019. Neste caso, Bruxelas mostra-se mais otimista, já que o Governo prevê fechar a legislatura com uma taxa de desemprego acima dos 7%.

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Já o mercado de trabalho da zona do euro está em seu melhor momento desde que a união monetária foi estabelecida, em 1999, e o desemprego caiu a seu menor nível desde antes da crise financeira global de 2008, destacou a UE.

Já a taxa de emprego para as pessoas entre os 15 e os 74 anos está a aproximar-se do máximo histórico de 62,7% registado em 2001. Bruxelas espera ainda para este período um aumento dos salários e o descongelamento das carreiras no setor público.

"Os preços da habitação devem abrandar gradualmente ao longo do horizonte de projeção, depois um grande aumento de 9,2% em 2017", observa a Comissão.

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