Sobe para 60 o número de mortos em atentado terrorista em Cabul

Omar Sobhani

As primerias informações, divulgadas ainda pela manhã, davam conta de 31 mortos e 54 feridos, mas autoridades do país confirmaram que subiu para 57 o número de mortes. "Era um homem-bomba", declarou o chefe de polícia de Cabul, Dawood Amin.

O grupo Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado, que está sendo classificado pela polícia como um ataque suicida.

Há ao menos 21 mulheres e cinco crianças entre os mortos, segundo o porta-voz do ministério da Saúde, Wahid Majrooh.

O porta-voz do Ministério do Interior, Najib Danish, disse que "o homem-bomba chegou a pé e acionou sua carga no meio da multidão".

Uma explosão num centro eleitoral em Cabul, no Afeganistão, resultou em pelo menos quatro mortes e mais de 20 feridos avança a Reuters.

O processo de recenseamento é tido como muito importante para a credibilidade do presidente Ashraf Ghani e para as eleições legislativas programadas para outubro no Afeganistão, para as quais é preciso registar cerca de 10 milhões de eleitores. "A insegurança é nosso principal desafio e nossa maior preocupação", disse à AFP o presidente da comissão, Abdul Baie Sayad.

As eleições legislativas são as primeiras no Afeganistão desde 2010. Seu mandato terminou há três anos.

O atentado foi condenado pela embaixada americana em Cabul. O grupo Estado Islâmico reivindicou essa operação, cometida por um suicida.

O atentado de Cabul reforçou as críticas dos habitantes à alegada falta de investimento do Governo na segurança da capital.

De acordo com números da ONU, mais de 750 pessoas foram mortas ou feridas em ataques suicidas e atentados a bomba por grupos militantes desde o início do ano até março.

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