Trump ameaça impor novas sanções contra a Rússia

Pentágono  Divulgação

Os Estados Unidos estão preparando novas sanções contra a Rússia por seu contínuo apoio ao presidente sírio, Bashar-al Assad, disse neste domingo a embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Haley. Os outros quatro membros permanentes são os Estados Unidos, o Reino Unido, França e a China. No comunicado, Antonov ainda ressalta que os avisos de Moscou foram "ignorados" e que a Rússia está sendo "ameaçada". "Nós alertamos que tais ações não ficarão sem consequências". "Toda a responsabilidade [pelo bombardeio] reside em Washington, Londres e Paris", afirma o comunicado oficial da chancelaria russa.

"Através das suas ações, os Estados Unidos agravaram a crise humanitária na Síria, trazem sofrimento para a população civil, favorecem os terroristas que assolam há sete anos o povo sírio e causam uma nova onda de refugiados", considerou ainda a Rússia.

"A única coisa na qual eles têm interesse é derrubar o governo sírio e, mais amplamente, em conter a Federação Russa", disse.

Na reunião do Conselho do Atlântico Norte, Estados Unidos, Reino Unido e França informaram os aliados de que "a sua ação militar foi limitada às instalações que permitem a produção e emprego de armas químicas" e que a intervenção foi "muito bem sucedida". Na época, os EUA acusavam o regime de Saddam Hussein de ter armas de destruição em massa, e a direção da Opaq pedia mais tempo para comprovar essa acusação - que acabou se mostrando falsa. O Pentágono afirmou não poder comentar sobre os relatos.

Uma autoridade do Ministério da Defesa da Rússia disse mais tarde que especialistas da Opaq irão viajar a Douma na quarta-feira.

Já a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse que o bombardeio não tem como objetivo uma "mudança de regime". Neste sábado (14), uma equipe da Organização para a Proibição de Armas Químicas deveria chegar à Síria para investigar a denúncia de uso de substâncias tóxicas em Duma.

Notícias relacionadas: