'Projeto do PT não é o meu', diz Ciro Gomes

Jair Bolsonaro

O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, pediu autorização para visitar o ex-presidente Lula nas dependências da Polícia Federal em Curitiba. Também não espera apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou do PT. O presidenciável falou para empresários mineiros em um almoço em Nova Lima, na Grande BH. O ex-ministro do governo Lula disse que os partidos de esquerda têm suas peculiaridades, mas que diante da polarização acabam se unindo em algum momento.

"Estamos cansados de saber que o PT não apoiará ninguém", declarou o pré-candidato do PDT, que ainda acrescentou que o projeto petista não é, "definitivamente", o dele. "Tem uma frase antiga que diz que a esquerda brasileira só se une na cadeia", disse. Comparando a corrida presidencial à Fórmula 1, Ciro disse que os competidores ainda estão sendo testados para ver quem estará bem "no grid de largada". Ciro, Lupi e Figueiredo argumentam que seu pedido de visita é diferente do apresentado pelos governadores do Nordeste, que tentaram, em bloco, se encontrar com o presidente nesta semana.

Criticado por parte da esquerda por não ter participado do ato de resistência à prisão de Lula em São Bernardo do Campo, Ciro questionou por que deveria estar presente, mas explicou que estava em compromisso no exterior.

Em todos os cenários sem o ex-presidente Lula, Ciro Gomes (PDT) alcança 9% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Alckmin, que varia de 7% a 8%, e Barbosa, que oscila entre 9% e 10%.

"O eleitorado que simpatiza com Lula, à luz da informação consolidada, que não está ainda, de que o Lula não é candidato, aguardará uma menção dele para se definir". "Todos nós teremos de nos expor à fricção", observou o pedetista.

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