OPAQ inicia reunião sobre suposto ataque químico de Duma

Carregador frontal removendo destroços em sítio atacado pela aviação em Douma Damasco

A declaração foi feita pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, que respondeu desta forma a informações que dão conta que a missão de inspetores da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) foi impedida de entrar na cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco, para investigar o ataque químico que alegadamente atingiu aquela localidade no passado dia 07 de abril.

A reunião envolve o conselho executivo da OPAQ, que tem 41 membros dos 192 países que integram a organização. "Esperamos a chegada dos especialistas da OPAQ na quarta-feira", disse uma autoridade russa em entrevista coletiva na embaixada em Haia.

Citando "questões pendentes de segurança", a Síria e a Rússia continuam a impedir o acesso dos investigadores ao local, o que já levou o Ocidente a reforçar as críitcas ao governo de Bashar al-Assad e ao seu grande aliado. Contudo, a Rússia nega as acusações e prometeu não interferir no trabalho da missão, oficialmente convidada por Damasco, que diz não ser responsável.

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram no sábado passado uma série de ataques com mísseis contra três alvos associados à produção e armazenamento de armas químicas na Síria, em resposta ao alegado ataque com armas químicas em Douma.

Missão cumprida, mas qual é a missão na Síria?

"A Opaq chegou no sábado a Damasco".

Por sua vez, a ONU rejeitou as afirmações russas, tendo o porta-voz da organização, Stéphane Dujarric, assegurado que foram dadas aos especialistas da OPAQ todas as autorizações de segurança necessárias para se deslocarem a Douma.

Na capital da Síria, reduto do regime, milhares de pessoas ocuparam nesta segunda-feira (16) a Praça dos Omeídas, fechada ao trânsito, agitando bandeiras sírias e retratos do presidente Assad para denunciar os ataques ocidentais.

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