Jungmann: ação de milícias é principal hipótese para morte de Marielle

O passaporte de Christopher John Gott em nome de Daniel Marcos Philips- Reprodução

Os grupos de milicianos têm avançado nos últimos anos no Estado do Rio de Janeiro e estima-se que só na região metropolitana cerca de 2 milhões de pessoas vivem em áreas controladas por milicianos.

Em entrevista à rádio CBN, o ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a atuação de milícias é a principal hipótese para explicar a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes. O crime completou um mês no sábado, sem que nenhum suspeito tenha sido identificado. "Sobretudo se existem áudios, se existem informações, que possam levar a qualquer responsabilização", destacou.

As investigações "estão, hoje, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas", acrescentou Jungmann. "Agora, os detalhes eu nem pergunto porque eu acredito que, numa investigação como essa, há um limite para você pressionar as equipes que estão trabalhando para desvendar esse crime".

Marielle foi morta após participar um evento que reunia jovens negras, na Lapa, no centro do Rio, na noite de 14 de março.

A vereadora foi atingida por quatro tiros na cabeça. A assessora acabou atingida por estilhaços e não sofreu ferimentos mais graves. "E uma das possibilidades que têm crescido é que seja um crime ligado às milícias", disse.

Cerca de 10 vereadores que tiveram contato mais próximo com Marielle na Câmara Municipal do Rio já foram ouvidos na condição de testemunhas, e um encontro entre representantes da polícia do Rio e a família da parlamentar assassinada está previsto para esta segunda-feira para atualizar o nível das investigações.

Na sua atuação política, a vereadora Marielle Franco costumava defender minorias e casos de violência contra moradores das favelas 'cariocas'.

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