IBC-Br sobe 0,09% em fevereiro ante janeiro, com ajuste, revela BC

IBC-Br sobe 0,09% em fevereiro ante janeiro, com ajuste, revela BC

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (16).

Em um ambiente de inflação e juros baixos, mas com desemprego em alta e mercado de trabalho ainda baseado na informalidade, as vendas varejistas encolheram 0,2% em fevereiro, enquanto o setor de serviços teve crescimento inesperadamente fraco de 0,1%.

O resultado está mais distante da meta central para a inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%, entretanto, segue dentro do limite inferior e superior do índice, que estão, respectivamente, em 3% e 6%. Também exercendo grande influência sobre as estimativas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a Taxa Selic.É um indicador que objetiva a antecipação do resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do país, funcionando como um parâmetro preliminar do quadro evolutivo da atividade econômica brasileira. Para 2019, a estimativa para a inflação foi ajustada de 4,09% para 4,07%, abaixo do centro da meta (4,25%).

O mercado tem dado a entender cada vez mais que iniciou este ano escorregando mais do que o esperado. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 2,6%, sendo que este número foi informado em março. A mediana para o IPCA este ano caiu de 3,53% para 3,48%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano.

Após o anúncio do Banco Central de um novo corte na taxa de juros ainda este ano, o mercado financeiro passou esperar uma nova queda da Taxa Selic (que mede os juros básicos). Para 2019, a estimativa do Top 5 saltou de 3,70% para 4,05%.

O fraco desempenho do IBC-Br nos 2 primeiros meses de 2018 dá novo impulso para dúvidas sobre os efeitos reais da queda de juros promovidas pelo Copom (Comitê de Política Monetária) desde 2016.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 80 bilhões.

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