Trump defende uso da expressão "missão cumprida" após ação na Síria

Ataques dos EUA afetam potencial de ataques químicos da Síria, diz Pentágono

Após o presidente Donald Trump afirmar que a missão havia sido "cumprida" na ofensiva aérea na Síria, o governo dos Estados Unidos declarou que os próximos passos da estratégia militar do país vão depender do governo de Bashar al-Assad e da Rússia, um de seus principais aliados.

Para concluir, o analista indica que a única forma como a Síria pode dissuadir e deter este tipo de agressões por parte de "assassinos" como o imperialismo é "armar-se como o fazem o Irã ou a Coreia do Norte, apesar das críticas que têm que enfrentar".

De acordo com o Pentágono, 105 mísseis foram disparados contra três instalações militares do regime de Assad, que atuavam no armazenamento e desenvolvimento de armas químicas.

França: Macron conversou com Putin antes do ataque: o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que a coalizão ocidental não vai "tolerar a banalização do uso de armas químicas".

Porém, os deputados consideram que Assad estava "de bom humor" e continuava o seu trabalho em Damasco.

Em Washington, destaca-se a "coalizão" que o presidente americano conseguiu formar com "dois outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU", a França e o Reino Unido. "O governo japonês apoia a decisão dos EUA, França e Reino Unido de não permitir o uso e propagação de armas químicas".

Trump chamou o suposto ataque químico em Duma de "massacre" e de "crimes de um monstro". "Com suas ações, os Estados Unidos agravaram ainda mais a catástrofe humanitária na Síria, levando sofrimento à população civil".

Segundo o secretário-geral da NATO, a ofensiva teve o apoio dos 29 países que integram a Aliança. Teerã teme que Trump, em meados de maio, cancele o tratado nuclear firmado com o país - a nova cúpula da Casa Branca é totalmente favorável a isso.

"Peço aos Estados-membros que demonstrem moderação nessas circunstâncias perigosas e evitem quaisquer atos que possam agravar a situação e agravar o sofrimento do povo sírio", disse num comunicado. Os ataques tiveram como objetivo mandar um sinal claro para o governo sírio e impedir o uso futuro de armas químicas. "Eu não direi que eles não conseguirão fazer um ataque químico no futuro".

- Essa é uma regra clássica, quando um presidente está com graves problemas internos inicia uma guerra - disse Erick Langer, professor de história da Georgetown University.

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