Rússia alerta para risco de guerra se Estados Unidos atacarem a Síria

Assad adverte que ação ocidental desestabilizaria a região

Alexey Kazakov, da Vesti 24, disse que os telespectadores devem estocar água e alimentos por causa da aumento do risco de uma guerra nuclear.

"Não podemos excluir nenhuma possibilidade, infelizmente, porque vimos mensagens saindo de Washington que são muito belicosas", afirmou o embaixador a jornalistas na sede da ONU, em Nova York.

Uma intervenção militar ocidental na Síria seria "muito perigosa porque os nossos militares estão lá", sublinhou o diplomata. Por isso, ele pediu que os EUA e seus aliados não utilizem a força contra a Síria.

Nebenzia defendeu hoje que a mera ameaça de um ataque por parte dos Estados Unidos é uma "clara violação" da Carta da ONU. "A situação é muito perigosa e queremos deixar isso claro", disse Nebenzia ao término de uma reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Síria e a Rússia negam que tenham usado armas químicas.

O diplomata russo também disse que a Rússia havia solicitado uma reunião pública do Conselho de Segurança sobre a Síria com o secretário-geral da ONU, António Guterres, na sexta-feira.

O presidente americano Donald Trump havia elevado a tensão com a Rússia nesta quarta (11) dizendo que mísseis "bacanas, novos e inteligentes" estavam chegando à Síria em resposta ao suposto ataque químico.

Nebenzia agradeceu a Suécia por seus esforços, mas acrescentou: "Francamente, nas circunstâncias em que nos encontramos agora, essa não é uma prioridade imediata". Onde está o nosso "Obrigado América?", afirmou Trump no Twitter.

O Kremlin disse que uma linha de comunicações de crise com os EUA, criada para evitar um choque acidental relacionado à Síria, está sendo usada.

Investigadores da Organização para a Proibição de Armas Químicas estão viajando para a Síria para determinar se um gás tóxico foi usado na cidade de Douma, local do incidente de 7 de abril, e começará a trabalhar no sábado.

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