Ataque à Síria foi perfeitamente realizado, com muita precisão, diz Trump

Pentágono  Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu carta ao presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, para justificar o ataque militar contra a Síria, realizado na noite da última sexta-feira com o apoio de França e Reino Unido.

Ontem o Pentágono já havia informado que três alvos foram atingidos na Síria: um centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológicas em Damasco (capital da Síria), um armazém de armas químicas em Homs, a leste de Damasco - em que os EUA acreditam que estavam estoques de gás sarin - e uma base na mesma cidade que também teria armas químicas.

Ele também reiterou que a liderança militar "continuará defendendo a Síria e protegendo seus cidadãos, e que estas agressões não impedirão que as Forças Armadas sírias continuem esmagando os grupos terroristas armados". A chanceler alemã Angela Merkel falou de um ato "necessário, mas proporcionado", ao dizer que seu país "apoia" a ação contra a Síria "para garantir a vigência da proibição do uso de armas químicas e para advertir o regime sírio sobre as consequências de novas violações" do acordo internacional sobre o não uso de armas químicas. A guerra da Síria já fez meio milhão de vítimas mortais.

No sábado passado (14), os EUA, França e Reino Unido lançaram ataques aéreos contra a Síria em resposta ao alegado uso de armas químicas nos arredores de Damasco, em Douma.

Falando diretamente do norte da Síria, controlado pelos rebeldes, Abdulrazek disse acreditar que as instalações de armazenamento fixas permanecem intactas ou foram apenas ligeiramente deslocadas. O capitão Adulsalam Abdulrazek, ex-oficial do programa químico da Síria, disse que os ataques provavelmente atingiram "partes, mas não o coração" da operação.

Mas os três países afirmam que os ataques não tinham como objetivo derrubar Assad ou intervir na guerra civil.

Já o presidente da Comissão da União Europeia, Jean-Claude Juncker, considerou que comunidade internacional tem a responsabilidade de identificar e punir os responsáveis por qualquer ataque com armas químicas. Atualmente, a Holanda é um membro não permanente do Conselho.

Notícias relacionadas: