Rússia e Irão dizem que EUA e aliados "agiram sem provas"

Navios norte-americanos no oceano Índico

"Elas eram muito belicosas ".

Vasily Nebenzya, que falava na reunião do Conselho de Segurança da ONU, considerou que os ataques "tornam uma situação humanitária catastrófica ainda pior".

Sem meias palavras: "O risco de uma escalada das tensões é mais complexo do que apenas a Síria, porque os nossos militares estão lá".

Nebenzia defendeu hoje que a mera ameaça de um ataque por parte dos EUA é uma "clara violação" da Carta da ONU.

Nebenzia agradeceu a Suécia por seus esforços, mas acrescentou: "Francamente, nas circunstâncias em que nos encontramos agora, essa não é uma prioridade imediata".

Nações Unidas, Nova Iorque, 14 abr (Lusa) - O embaixador da Rússia na ONU afirmou que os ataques ocidentais desta madrugada à Síria foram um "ato de agressão" contra um Estado soberano e acusou EUA, Reino Unido e França de "hooliganismo diplomático".

O presidente americano Donald Trump havia elevado a tensão com a Rússia nesta quarta (11) dizendo que mísseis "bacanas, novos e inteligentes" estavam chegando à Síria em resposta ao suposto ataque químico.

A Rússia pediu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para sexta-feira sobre a Síria e que o secretário-geral da ONU, António Guterres, informe publicamente o órgão. Mas nesta quinta ele mudou sua linha de discurso, afirmando que nunca disse quando o ataque contra a Síria iria ocorrer. Poderia ser muito em breve ou não! "Mas, ao nível estratégico, a questão é saber como é que evitamos que [as tensões] se agravem e fujam ao nosso controlo - se é que me percebem", afirmou Mattis.

Enquanto isso, o presidente francês Emmanuel Macron declarou que tem "provas" de que o regime sírio usou armas químicas em 7 de abril em Duma e prometeu tomar suas decisões no "devido tempo", em coordenação com os Estados Unidos.

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