Peritos mantêm missão para investigar alegado ataque químico na Síria

OPAQ anuncia envio

A Eurocontrol, organização europeia para a segurança na navegação aérea, emitiu nesta quarta-feira um "alerta rápido" às companhias aéreas no Mediterrâneo Oriental devido a possíveis ataques aéreos na Síria com mísseis nas próximas 72 horas. A agência "Lusa" conta que o presidente sírio disse esta quinta-feira enquanto falava durante um encontro com um conselheiro do guia supremo iraniano, Ali Akbar Velayati, que as ameaças ocidentais de ataques à Síria se baseiam "em mentiras" e visam desvalorizar os ganhos recentes das suas forças em Damasco. Além de Washington, França, Reino Unido e Arábia Saudita condenaram o suposto ataque sírio e prometeram retaliações. O governo de Assad já negou qualquer envolvimento neste ataque e a Rússia pediu a membros da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) que fossem ao terreno perceber o que se passou. De acordo com a nota, May afirmou que se tratou de "um ato chocante e bárbaro que matou até 75 pessoas, inclusive crianças, da forma mais horrível e desumana possível". "Nós temos prova de que na semana passada armas químicas foram usadas - pelo menos cloro -, e elas foram utilizadas pelo regime de Bashar al-Assad", afirmou Macron em entrevista na televisão.

A Rússia diz que foram ignorados os factos apresentados pelo seu governo e pelo governo sírio e que o objetivo era claro: "Os golpes foram infligidos numa época em que os inspetores da OPAQ deveriam ir à Douma com a tarefa de restabelecer a verdade". O presidente francês não deu detalhes sobre como as provas teriam sido obtidas.

"O Presidente vai permanecer nos Estados Unidos para supervisionar a resposta norte-americana à Síria e vigiar os acontecimentos globais", disse Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, em comunicado.

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