EUA dizem estar "totalmente prontos" para atacar novamente a Síria

Navio dos EUA dispara míssil Tomahawk durante ataque à Síria

"Estamos confiantes que incapacitámos o programa de armas químicas da Síria. Agimos para dissuadir o uso futuro de armas químicas, responsabilizando o regime sírio pelas atrocidades cometidas contra a humanidade", salientou.

O embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, afirmou nesta sexta-feira, 13, por meio de comunicado que o ataque americano contra bases sírias "não ficará sem consequências".

- Apoiamos o fato de que nossos aliados americanos, britânicos e franceses tomaram responsabilidade desta forma como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - disse Merkel, que havia descartado a participação da Alemanha em qualquer ação militar contra a Síria antes dos ataques. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, disse que os líderes dos EUA, França e Reino Unido "são criminosos".

No Reino Unido, a primeira-ministra da Escócia Nicola Sturgeon disse que ataques aéreos não resolvem a situação na Síria e que a política externa britânica deve ser definida pelo parlamento, não pelo presidente dos EUA. Seu embaixador na ONU, Vassily Nebenzia, abriu a reunião dizendo que os EUA agiram sem provas e que "choram lágrimas de crocodilo" pelos civis, acrescentando que a ação coordenada com o Reino Unido e a França teve um "desdém cínico" da lei internacional.

O porta-voz do governo turco, Mahir Unal, disse, numa entrevista transmitida pela CNN Turquia, que o país foi informada antes dos ataques contra a Síria.

Para o Iraque, os bombardeios contra alvos militares sírios podem dar ao terrorismo uma oportunidade de se expandir na região.

Ele falou em encontro com autoridades iranianas e embaixadores de países islâmicos.

Segundo Donald Trump, os bombardeios atingiram instalações de produção de agentes tóxicos e foram uma represália ao suposto ataque químico que matou 40 pessoas na semana passada na Síria.

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