Aos 86 anos, morre o cineasta Milos Forman

Milos Forman

O cineasta Milos Forman morreu aos 86 anos na madrugada deste sábado (14) em Connecticut, nos Estados Unidos.

Entre suas maiores obras, estão Um Estranho no Ninho, Hair, Amadeus e O Povo Contra Larry Flynt. Estreou como cineasta em 1963 com O ás de espadas.

Filmes importantes fizeram a fama do diretor, entre eles os vencedores do Oscar Um Estranho no Ninho (cinco estatuetas), de 1975, e Amadeus (oito prêmios), de 1984. O fracasso do seu primeiro filme americano, Os Amores de Uma Adolescente, não ajudou, e as longas pausas entre os seus filmes tiveram quase sempre a ver com questões de financiamento ou de produção.

Nunca perdeu, contudo, o sentido de humor boémio e a capacidade de olhar para o mundo com um sorriso mais ou menos escarninho. O olhar satírico desses primeiros filmes foi depois prolongado e posto a bom uso nos EUA.

Vinte anos antes, ambos os filmes teriam sido fenómenos culturais, mas na década em que Harvey Weinstein refez a ideia do cinema de prestígio nenhum deles ressoou nas métricas que interessavam aos grandes estúdios.

O diretor tinha dez filmes no currículo quando mudou de país e já havia concorrido ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com "Os Amores de uma Loira" (1966).

O realizador britânico Edgar Wright (Zombies Party, Scott Pilgrim vs. O Mundo) é uma das personalidades que lamentou já a morte de Forman.

Quem confirmou a notícia para o site The Hollywood Reporter foi o seu empresário, Dennis Aspland, e a sua esposa, Martina, disse que ele nos deixou na última sexta-feira (13) após uma "rápida doença". Foi preciso Amadeus para o consagrar definitivamente - e, mesmo depois desse sucesso, o cineasta preferiu seguir a sua musa a estar onde esperavam que ele estivesse.

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