54% consideram justa prisão de Lula — Datafolha

Marina Silva venceria Bolsonaro no segundo turno por 44% a 31

O número de Lula é menor do que o da pesquisa anterior, quando ele tinha 34%, mas pode ter sido afetado pela entrada de Joaquim Barbosa, que tem 8%, e também por toda a perseguição midiática e jurídica de que Lula tem sido alvo.

Nos cenários sem Lula, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) ficam empatados na liderança.

Da atual base governista, o presidente Michel Temer (MDB), que já aventou a possibilidade de reeleição, tem apenas 2% das intenções. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Em contrapartida, parte do eleitorado lulista, de acordo com o Datafolha, apoiaria até candidaturas como a de Jair Bolsonaro (PSC), Geraldo Alckmin (PSDB) e Joaquim Barbosa (PSB).

A mais recente pesquisa Datafolha, que foi feita entre quarta, 11, e sexta-feira, 13, teve como base 4.194 entrevistas em 227 municípios. O ex-presidente Fernando Collor (PTC) tem 2%, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e o empresário Flávio Rocha (PRB), 1%.

O PT informa que registrará a candidatura de Lula no próximo dia 15 de agosto, seguindo o calendário eleitoral do TSE. Diante desse quadro, 62% dos eleitores acreditam que o petista será impossibilitado de disputar as eleições. Barbosa nunca disputou uma eleição, mas ganhou notoriedade pela forma como conduziu o julgamento do mensalão no STF, em 2012. Por isso querem tirá-lo da disputa eleitoral de outubro.

Os dois candidatos de esquerda que ficaram ao lado de Lula nas horas que antecederam sua prisão têm resultados parecidos.

O mesmo acontece com a deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB), que fica com no máximo 2%, e com o líder do MTST, Guilherme Boulos (PSOL), que pontua 1%. Seu ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles não passa de 1%.

Marina alcança no máximo 20% dos votos lulistas nos cenários em que o ex-presidente é substituído por um dos dois nomes cotados no PT para assumir a vaga, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner.

Conforme as simulações do Datafolha, Marina e Ciro teriam melhores chances do que os petistas no embate com Bolsonaro e Alckmin se chegarem ao segundo turno.

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