Trump obtém apoio externo para atacar Síria; Rússia vê risco de guerra

Trump ligou para Anton e agradeceu por seu trabalho

O presidente afirmou que tomará "decisões importantes".

WASHINGTON/LONDRES/MOSCOU, 12 Abr (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está realizando reuniões sobre a Síria nesta quinta-feira nas quais ameaçou atacar com mísseis em reação a um possível ataque com gás venenoso e que acredita que decisões serão tomadas "muito em breve".

"Nunca disse quando um ataque à Síria aconteceria".

"A primeira coisa a considerar é por que ainda estão usando armas químicas, quando a Rússia foi garantidor da retirada de todas as armas químicas" na Síria, declarou Mattis no Pentágono, em uma reunião com o seu colega do Catar.

O episódio acontece em um momento em que Bashar al Assad quase conseguiu retomar o controle total de Ghouta Oriental, restando apenas poucos focos de resistência. "Para mim, não há dúvidas, mas ainda precisamos entender os detalhes", afirmou Trump.

A Síria e seus apoiadores, Rússia e Irã, dizem que os relatos sobre o ataque foram fabricados por rebeldes e agentes de resgate de Douma e acusaram Washington de pretender usá-lo como pretexto para atacar o governo.

Por sua vez, o senador por Kansas, Pat Roberts, disse que o presidente americano quer "ver se talvez possamos dar outra analisada no TPP", o que, segundo o parlamentar, "seria uma boa notícia para todas as regiões agrícolas do país".

Segundo os Capacetes Brancos, um grupo de socorro na zona rebelde, e a ONG médica Syrian American Medical Society (SAMS), o ataque que supostamente ocorreu no sábado teria deixado 48 mortos, uma informação que ainda não pode ser verificada por fontes independentes.

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