Rússia insinua que EUA querem "apagar vestígios" de ataque químico na Síria

Rússia e EUA vetam respectivos projetos de resolução sobre Síria

O governo sírio, assim como a Rússia, nega um ataque químico.

Zakharova disse que um possível ataque de míssil por parte dos Estados Unidos pode ser uma tentativa de destruir provas de um suposto ataque com armas químicas na cidade síria de Douma.

Este clima de tensão está a afetar cada vez mais as relações entre os EUA e a Rússia, como o próprio Donald Trump admitiu no Twitter: "A nossa relação com a Rússia está pior que nunca, incluindo o período da Guerra Fria".

Em uma alusão direta aos Estados Unidos, afirmou que essa onda migratória pode "alegrar aqueles que estão protegidos por um oceano" e vão usar esse processo, segundo ele, para "continuar a dividir essa região para seus projetos geopolíticos". "Paremos com a corrida armamentista?", escreveu.

"Pedimos a todos os membros da comunidade internacional que reflitam seriamente sobre as consequências possíveis de tais acusações, ameaças e ações planejadas contra o governo sírio", declarou a porta-voz ministério russo das Relações Exteriores, María Zajárova.

Recorde-se que, na terça-feira, os EUA, apoiados pela França e o Reino Unido, admitiram avançar com uma resposta militar para acabar com a ameaça de ataques químicos em território sírio. A OPAQ já anunciou que enviará uma equipa de peritos "em breve".

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