Rússia diz que não faz "diplomacia via Twitter" após posts de Trump

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, questionou se a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) foi avisada que os mísseis vão destruir "todas as evidências" do ataque químico.

O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu mais cedo durante discurso para embaixadores estrangeiros que a situação do mundo é preocupante, mas disse esperar que o bom senso prevaleça. "A Rússia promete derrubar todos os mísseis disparados contra a Síria".

A proposta, que será discutida na próxima semana na câmara baixa do Parlamento, prevê ainda que as empresas norte-americanas sejam proibidas de participar na privatização de companhias russas e que os Estados Unidos e a Rússia deixem de cooperar em áreas como a energia atómica e a produção de aeronaves.

Heiko Maas, responsável diplomático da Alemanha - país que alinhou com a agitação internacional liderada pelos Estados Unidos e França -, veio agora refrear ânimos: "Precisamos da Rússia para resolver o conflito sírio".

O tweet de Trump é a uma resposta ao suposto ataque químico do governo sírio a Duma, cidade dominada por rebeldes.

Em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado norte-americano referiu ainda na mesma ocasião que não existiam opções fora da mesa.

A imprensa estatal síria denunciou neste sábado (14) a operação militar conjunta de Estados Unidos, França e Reino Unido contra o governo de Damasco afirmando que são "ilegais e estão destinados ao fracasso". "Há uma proposta para começar com a destruição de armas químicas".

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