Putin adverte Macron contra qualquer "ato irrefletido e perigoso" — Síria

O presidente russo Vladímir Putin e autoridades visitam o Museu da Cosmonáutica de Moscou

A controvérsia também se dá na sequência de uma reunião em Ancara entre os presidentes russo, Vladimir Putin; iraniano, Hassan Houhani; e turco, Recep Tayyip Erdogan, no início do mês, para buscar um caminho para a paz na Síria.

Antes, a Rússia já havia advertido para o perigo de qualquer ação no país que possa "desestabilizar a já frágil situação da região". Prepare-se, Rússia, porque eles estão chegando, agradáveis, novos e "inteligentes"! É o que adianta o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Putin reiterou que exige uma "investigação exaustiva e objetiva" ao alegado ataque químico perpetrado pelo regime de Bashar al-Assad e afirmou que, até que esta aconteça, "é prudente abster-se de qualquer acusação seja contra quem for".

As possíveis ações que o republicano irá tomar estão sendo estudadas pela França e Reino Unido, que também insistiram na terça-feira (10), no Conselho de Segurança convocado de urgência, na necessidade de atuar, tendo em vista que Rússia não permite ações respaldadas por esse organismo da ONU.

Anatoly Antonov, embaixador russo nos Estados unidos disse que os ataques e todas as consequências recaem sobre os norte-americanos. A tensão cresceu, com o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmando que há evidências de ataque químico, e a convocação pela premier britânica, Teresa May, do Parlamento para discutir uma resposta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 500 pessoas apresentaram sinais de contaminação por agentes químicos e cerca de 70 morreram enquanto estavam abrigadas nos porões de edifícios, das quais 43 tinham indícios de exposição a "químicos altamente tóxicos".

Os russos estão na Síria a pedido do governo, enquanto os Estados Unidos financiam terroristas e atacam indiscriminadamente.

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