EUA ataca a Síria, apoiado por Reino Unido e França

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"Alertamos que tais ações não serão deixadas sem consequências", acrescenta a nota da embaixada da Rússia nos EUA. "Os EUA - donos do maior arsenal de armas químicas - não têm moral para culpar outros países".

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou hoje uma ofensiva conjunta com a França e o Reino Unido contra alvos associados a armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque químico que terá sido perpetrado pelo governo de Bashar Al Asad.

O governo norte-americano informou que fará uma nova atualização sobre os ataques às 10h deste sábado (14.abr), horário de Brasília. Para ele, a atitude do governante foi desprezível e considerou a ação como 'crimes de um monstro' por deixarem homens, mulheres, crianças e bebês em estado crítico e grave. Em 2013 Putin prometeu ao mundo que iria acabar com os ataques químicos na Síria e fracassou. Talvez possamos agir junto com Rússia.

"Através das suas ações, os Estados Unidos agravaram a crise humanitária na Síria, trazem sofrimento para a população civil, favorecem os terroristas que assolam há sete anos o povo sírio e causam uma nova onda de refugiados", considerou ainda a Rússia.

Já na Rússia, Aleksandr Sharin, chefe do Comitê de Defesa da Duma, afirmou: "Os Estados Unidos estão violando todas as regras internacionais, organizando ataques à Síria e a Rússia vê isso como um ato de agressão", disse ele, acrescentando: "O presidente dos EUA não é apenas um criminoso mundial, mas um segundo Adolf Hitler".

Segundo a Reuters, várias explosões já foram ouvidas em Damasco. O ataque aconteceu a partir de navios e aviões de combate, que não entraram no espaço aéreo sírio, segundo a emissora CNN.

O bombardeio atingiu alvos em Aleppo, Homus e Damasco, a capital síria.

Ele disse ainda que o local atingido fica distante de qualquer ponto habitado.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou que "foram registados bombardeamentos ocidentais contra centros de pesquisa científica, várias bases militares e locais da Guarda Republicana em Damasco e seus arredores".

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