Conselho de Segurança da ONU reúne para analisar ataques à Síria

Guterres “particularmente alarmado” com alegado ataque químico na Síria

"É apropriado que o Conselho de Segurança se reúna quando a paz e a segurança internacionais estiverem sob ameaça". Os outros quatro membros permanentes são os Estados Unidos, o Reino Unido, França e a China. Em 13 de março, as Forças Aéreas Russas alertavam que grupos terroristas no leste de Ghouta planejavam realizar um ataque químico como uma provocação.

Este foi o 12.º veto russo a uma resolução da ONU sobre a Síria desde o início do conflito armado, em 2011.

Moscou está em contato com os Estados Unidos e demais países que participaram dos ataques, informou neste sábado o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, segundo a agência de notícias RIA. Os russos desmentiram de imediato que tivesse havido um ataque químico.

O embaixador russo na ONU disse que os ataques ameaçam os esforços da ONU para se negociar uma solução politica para a guerra na Síria.

Recorde-se que, esta madrugada, os EUA, apoiados pela França e o Reino Unido, bombardearam alvos em território sírio, numa ofensiva que, segundo as autoridades norte-americanas, se tratou num "ato único" para destruir locais essenciais à produção e armazenamento de armas químicas. "A Rússia não deve tentar obstruir mais uma vez estas investigações", declarou Johnson em comunicado.

Projeto de resolução russo pede que ONU condene ataquesA Rússia distribuiu, pouco antes de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança requerida por Moscovo, um projeto de resolução que pede à ONU que condene a "agressão" armada ocidental contra a Síria.

"Se for confirmado que o regime utilizou armas químicas mais uma vez, seria um novo terrível exemplo da brutalidade do regime de Assad e seu desprezo flagrante tanto pelos cidadãos sírios como pelas suas obrigações legais", acrescentou Johnson.

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