Dólar opera com leves oscilações e segue acima de R$ 3,40

Dólar atinge maior nível desde dezembro de 2016 com incertezas políticas

O dólar recuou 0,31%, a 3,4114 reais na venda, depois de acumular alta de 3,69% nos seis pregões passados e ir ao patamar de 3,42 reais, maior nível desde 5 de dezembro de 2016 (3,4294 reais). Mas a venda integral desses derivativos - que funcionam como oferta de dólares - pouco fez para impedir que o dólar voltasse a fechar acima da marca psicológica dos R$ 3,40. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,26% no final da tarde. "E isso não é necessariamente bom para o mercado", afirmou o diretor de tesouraria de um banco estrangeiro.

Como pano de fundo, os investidores também continuavam cautelosos com o quadro político local e as eleições presidenciais deste ano. "Com a incerteza da situação, e um quadro eleitoral ainda em aberto, é natural que os mercados locais demandem mais prêmios de risco", emendou.

Moeda dos EUA avançou com incerteza política e temores de uma piora na guerra comercial entre Estados Unidos e China.

A China intensificou seus ataques contra o governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira devido a bilhões de dólares em ameaças de tarifas, dizendo que Washington seria o culpado pelos atritos e repetindo que é impossível negociar sob as "circunstâncias atuais".

No exterior, o dólar seguia em baixa ante uma cesta de moedas e passou a perder força ante divisas de países emergentes, por exemplo, os pesos chileno e mexicano.

O dólar opera em alta na manhã desta segunda-feira, 9, refletindo as persistentes incertezas quanto à elegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso no Sábado (7) pela Polícia Federal, segundo um operador de uma corretora.

A volta do BC ao mercado ajudou a segurar altas mais significativas do dólar frente ao real.

A autoridade monetária vendeu nesta sessão toda a oferta de até 3.400 swaps, ou US$ 170 milhões do total de US$ 2,565 bilhões que vence em maio. Com esse movimento, a moeda americana devolveu muito da queda de 0,75% registrada na quarta-feira (11), quando Ilan Goldfajn, presidente do BC, disse que a instituição estaria pronta para vender swaps, se necessário.

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