Trump ameaça a Rússia e chama Assad de 'animal assassino'

Criança é tratada em hospital em Douma após suposto ataque químico na Síria 07/04/2018 White Helmets  Divulgação via REUTERS

A diplomacia russa disse que os mísseis americanos de Trump devem ser dirigidos contra os "terroristas" e não contra Damasco. Agora, a Casa Branca tem outra abordagem: "temos várias opções e todas estão a ser estudas, ainda não foram tomadas decisões". A Casa Branca não esclareceu que tipo de ajuda está em causa.

A derrota completa dos EUA na Síria, bem como o fracasso de sua ofensiva no Iraque, Afeganistão, o levante do povo palestino, a revolta geral contra a política genocida norte-americana dos árabes e, praticamente, todos os povos da região está levando o governo da maior potência "neoliberal" a uma situação de completo desespero. O país estaria reunindo provas, principalmente em vídeos e fotografias.

O historiador Geoffrey Kabaservice disse que quase tudo no governo Trump não tem precedentes.

Segundo os Capacetes Brancos, mais de 40 pessoas morreram no ataque com "gases tóxicos" atribuído ao regime e centenas ficaram feridas.

Trump, no passado, repetidamente criticou outros líderes dos EUA por anunciar antecipadamente ações contra adversários. Durante a campanha eleitoral, ele atacou Obama por ele "telegrafar" suas intenções e retirar o elemento surpresa de ações militares.

Em publicação no seu twitter, o republicano disse que "a Rússia prometeu derrubar qualquer míssil lançado em direção à Síria. Prepara-te Rússia, porque eles estão a chegar".

"Vocês não deveriam ser parceiros de um animal que mata com gás, que mata pessoas e se diverte com isso!", tuitou Trump em referência à aliança russa com Assad.

E, após o fracasso em um acordo nas votações de resoluções que propunham investigações sobre armas químicas na Síria no Conselho de Segurança da ONU, a possibilidade de um ataque americano se tornou ainda mais provável. Moscou nega que o ataque tenha ocorrido. Já quanto à mensagem do presidente, Sanders disse que esta "pode ter muitas leituras" mas não entrou em detalhes.

O general insistiu que as alegações contra as forças sírias são "falsas" e repetiu a disposição da Rússia para garantir a segurança de peritos independentes que se deslocam à zona para investigar o ataque.

A Síria considerou como uma "escalada perigosa" as ameaças de Trump contra o seu território, segundo a agência oficial de notícias Sana.

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