Com força política, Dyogo assume BNDES

Dyogo Oliveira ontem o importante é que o BNDES ganhe celeridade

"Os públicos, afora o desenvolvimento econômico do país, também devem perseguir a questão social".

O novo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira (na foto, à esquerda no púlpito), disse, nesta segunda-feira (9), no Rio de Janeiro, que o dinheiro reservado para financiar projetos de segurança pública de estados e municípios está disponível, mas depende da capacidade de endividamento de cada um que apresentar propostas. "Vamos reinventar o Bndes para que ele continue a ser o que sempre foi, o maior promotor do desenvolvimento do Brasil", disse Oliveira, frisando ainda que o banco vai apoiar micro e pequenas empresas, e fortalecer o mercado de capitais.

Na cerimônia, Temer empossou Dyogo Oliveira na presidência do BNDES.

Em sua posse, ele prometeu acelerar a análise do banco para a concessão de empréstimos, que leva, em média, seis meses.

Durante seu período como ministro, disse ele, ajudou a elaborar a linha de crédito para capital de giro do BNDES, que é liberada em 24h e foi citada como exemplo de agilidade.

"Na era do juro baixo, o Bndes será diferente, não será maior nem menor". "Vivemos agora um ciclo longo de crescimento, em vez de um ciclo como o do passado que era criado por bolhas de consumo", afirmou Meirelles. Terá apoio político dentro do governo, especialmente do presidente do MDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá.

Além da saída de Dyogo Oliveira do Ministério do Planejamento - que foi assumido pelo até então secretário-executivo da pasta, Esteves Colnago - outras dez mudanças na equipe ministerial do governo ocorreram devido ao chamado prazo para desincompatibilização de cargos públicos. Dyogo sinalizou que dará continuidade às mudanças já implantadas pelas gestões anteriores.

"Essa é uma equipe nova, que é a mesma de antes".

Além de Temer, o presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, e o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., também prestigiam a posse de Dyogo. Será o terceiro chefe do banco durante a gestão de Michel Temer, sucedendo Maria Silvia Bastos Marques e Paulo Rabello de Castro.

Em seu discurso de despedida, Paulo Rabello de Castro, que deixa o cargo para concorrer à presidência pelo PSC, mencionou as acusações de corrupção, em razão de empréstimos e investimentos feitos pelo BNDES em empresas ligadas à Lava Jato e a JBS.

Rabello disse que deixa o banco "realinhado e de cabeça erguida, depois de duas CPIs [comissões parlamentares de inquérito], para as quais não tivemos necessidade em hora nenhum de recorrer à área política do governo e que foram concluídas sem apurar responsabilidade dessa instituição". Além disso, uma nova devolução, de R$ 100 bilhões está prevista para o segundo semestre.

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