Trump vê acordo comercial com a China

O presidente americano Donald Trump- NICHOLAS KAMM  AFP

Na semana passada, Trump disse considerar um pacote de tarifas adicionais sobre produtos importados da China no valor de US$ 100 bilhões, além das taxasa US$ 50 bilhões em bens chineses já anunciadas anteriormente.

"Isso parece comércio livre e justo?", questionou Trump. Ele também disse que nenhuma negociação é provável nas atuais circunstâncias.

Trump disse que ele e o presidente chinês, Xi Jinping, sempre serão amigos, apesar da disputa comercial, acrescentando: "A China derrubará suas barreiras comerciais porque é a coisa certa a fazer".

Perguntado sobre as possíveis consequências nos EUA de uma guerra comercial, como alertam vários economistas, Trump reconheceu a possibilidade de prejuízos ao país no curto prazo. "Estamos mal representados. A OMC é injusta com os Estados Unidos", escreveu ele.

O gigante asiático, que é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, já tinha anunciado a imposição de taxas para um conjunto de 128 produtos americanos, em resposta às tarifas que Washington anunciou no mês passado sobre as importações de aço e alumínios chineses.

Trump, em sua conta no Twitter, afirmou que a OMC é injusta com os EUA.

A ameaça de sanções por parte dos EUA obriga Pequim a mostrar a Washington o seu poderio militar, afirmou o analista militar Minnie Chan em entrevista à edição chinesa South China Morning Post. "Após uma investigação detalhada, o escritório do USTR encontrou provas irrefutáveis de que as ações da China ameaçavam a economia americana".

A China, por sua vez, pediu nesta sexta-feira (6) à União Europeia que atuem juntos contra o protecionismo americano.

"Agora, temos um déficit comercial de US$ 500 bilhões por ano, com o Roubo de Propriedade Intelectual de outros 300 bilhões".

"Os Estados Unidos dão as costas às regras reconhecidas internacionalmente", acrescentou, alertando contra "o retorno da lei da selva" no comércio internacional.

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