Sergio Cabral vai voltar para o Rio — STF decide

Ex-governador Sérgio Cabral vira réu em ação penal pela 22ª vez

Por 3 votos a 1, os ministros da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizaram, na tarde desta terça (19), o retorno do ex-governador do Rio Sérgio Cabral a um presídio localizado no Estado do Rio. Ele inclusive propôs uma investigação sobre o juiz Sergio Moro e Caroline Vieira Figueiredo, do Rio, que determinaram a transferência. Porém, por vezes, no trajeto entre o Rio de Janeiro e a casa de veraneio de Cabral no condomínio Portobello, em Mangaratiba, outros dois helicópteros eram usados simultaneamente para transportar amigos do casal, amigos e namoradas dos filhos, parentes e empregados domésticos. Edson Fachin votou contra, mas a transferência foi concedida.

Pouco antes, os ministros também referendaram decisão do ano passado de Gilmar Mendes que suspendeu a transferência de Cabral para um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS).

"A transferência para o Paraná não faz sentido processual". Para ele, "o endereço da instrução processual demanda a permanência do paciente no Rio de Janeiro, onde responde a ações penais em fase de instrução. Entendo que a transferência não atende aos interesses do processo", argumentou Mendes. Ele foi seguido por Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

O voto de Gilmar Mendes para devolver a Benfica o ex-governador do Rio foi vencedor. Segundo a acusação, ele teria tentado intimidar o juiz Marcelo Bretas, relator da Lava Jato na Justiça Federal do RJ, ao citar informações sobre uma familiar do magistrado.

"É um fato exatamente grave que alguém que preconiza tanta correção e que está muito preocupado com essas questões da exposição de sua família [.] Aquele que é um feliz proprietário de imóveis, que talvez seja um imóvel dos mais ricos do Rio de Janeiro e que recebe auxílio-moradia por sua parte e por parte de sua esposa", disse.

Notícias relacionadas: