Sérgio Moro rebate manobra de Gleisi Hoffmann e toma decisão sobre Lula

Sérgio Moro rebate manobra de Gleisi Hoffmann e toma decisão sobre Lula

"Nós esperamos que seja só até quarta", disse a presidente do PT. Na quarta-feira (11), o STF pode avaliar se muda o atual entendimento que permite prisão para condenados na segunda instância judicial - caso de Lula.

Em Brasília, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Paulão (PT-AL), anunciou que está indo a Curitiba, devido às denúncias dos ataques aos manifestantes que apoiam Lula.

Ela descartou, pelo menos por enquanto, a possibilidade de uma candidatura encabeçada por representantes de outros partidos no primeiro turno. "Ele é o nosso candidato sob qualquer circunstância". O atual senador e ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, também manifestou desejo de visitar Lula. A informação foi dada pelo presidente do PT no Paraná, Dr. Rosinha, na sede do partido na cidade. Os apoiadores estão concentrados em uma área que fica a 100 metros do prédio da Polícia Federal em Curitiba, onde foi montada uma faixa de isolamento para evitar tumultos. A escolha de Gleisi foi uma decisão pessoal de Lula, que temia a vitória de Lindbergh, apoiado por correntes da esquerda petista como Mensagem e Democracia Socialista.

A senadora afirmou ainda que a intenção é "assumir com todas as forças" o pedido de Lula feito em discurso no sábado, antes de se entregar.

Durante reunião da Executiva Nacional do partido, na capital paranaense, a presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, afirmou que espera ter atividades até amanhã, sinalizando expectativa para uma eventual saída de Lula com um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Na reunião, o comando do partido voltou a classificar Lula como um "preso político" e reafirmou a candidatura dele à Presidência em 2018. A sua sala especial é apenas devido ele ter sido um ex-presidente da República. "Foi mais uma de tantas atuações seletivas que vimos nos últimos anos nesse país, porque o grupo que estava lá do outro lado, contrário ao ex-presidente não foi alvo dessa repressão". Zanin foi a única visita de Lula no domingo e também nesta segunda.

O defensor disse acreditar em uma revogação da prisão do petista. Ao ser perguntado se a defesa via Lula como preso político, o advogado respondeu que vê uma motivação política no processo que levou à condenação.

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