Renda média do trabalhador brasileiro diminui R$ 14 em 2017, afirma IBGE

IBGE revisa para cima estimativa da safra

A produção nacional de soja será 0,4% menor este ano do que a obtida em 2017, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de março, divulgado nesta terça-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As pessoas que faziam parte do 1% dos brasileiros maiores rendimentos recebiam, em média, 27.213 reais, em 2017. Esse valor é 36,1 vezes maior que o rendimento médio dos 50% da população com os menores rendimentos (R$ 754). No Nordeste, o Gini subiu de 0,555 em 2016 para 0,567 em 2017; no Norte, passou de 0,539 para 0 544; no Sul, de 0,473 para 0,477; e no Centro-Oeste, de 0,523 para 0,536.

Em 2017, houve queda de 0,56% no rendimento de todas as fontes, que inclui além dos salários, aposentadorias, pensões, benefícios sociais como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), passando de R$ 2.124 em 2016 para R$ 2.112 em 2017.

O Índice de Gini - indicador que mede a desigualdade de renda - referente ao rendimento médio real domiciliar per capita manteve-se em 0,549 em 2017. As regiões Norte, com 810 reais, e a Nordeste, com 808 reais, apresentaram os menores valores.

A renda média mensal real per capita foi de R$ 1.271 no ano passado, ante R$ 1.285 em 2016.

Dentre a população que tinha rendimento, 41,9% o recebia do trabalho e 24,1% de outras fontes - estas se dividem em aposentadoria ou pensão (14,1%); aluguel e arrendamento (1,9%); pensão alimentícia ou doação (2,4%) e outros rendimentos (7,5%), categoria que inclui, por exemplo, seguro-desemprego, programas sociais como o Bolsa Família e poupança. A publicação completa e o plano tabular da pesquisa podem ser acessados à direita desta página. Desse total, 124,6 milhões (60,2%) possuíam algum tipo de rendimento. No Sudeste, este grupo chegou a ter concentração 33,7 vezes superior ao rendimento médio mensal real de 50% da população com os menores rendimentos - em 2016 era de 36,3 vezes. Nos rendimentos do trabalho, a queda foi mais intensa, de 1,36%.

Esse contingente soma cerca de 4,5 milhões de pessoas, ou 5% de todos os brasileiros que tiveram renda do trabalho no ano. A região Sul, em 2017, apresentou o maior percentual de pessoas com rendimento efetivamente recebido de todos os trabalhos (46,8%) e o segundo maior percentual com rendimento proveniente de outras fontes (25,9%).

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