PGR pede que inquérito que investiga Alckmin seja enviado para Justiça Eleitoral

Geraldo Alckmin

Sobre ser questionado sobre a prisão de Paulo Vieira, ex-diretor da Dersa, Geraldo Alckmin disse que ele deve prestar contas de tudo o que fez, mas que as investigações não afetará a sua vida e nem as disputa eleitoral deste ano.

A defesa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou, nesta quarta-feira, 11, ver 'açodamento' na ofensiva da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, que pediu - 'o mais rápido possível' - que o inquérito contra o tucano deixe a Procuradoria-Geral da República e seja deslocado para competência dos procuradores federais em São Paulo.

Sem mandato de governador, Alckmin perdeu o privilégio de foro que mantinha sua investigação na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O G1 procurou contato com a assessoria Alckmin e aguarda posicionamento. Em apenas dois meses, a equipe de procuradores denunciou e prendeu um operador vinculado aos tucanos e, agora, busca conexões entre desvios no governo paulista e o financiamento de campanhas de Geraldo Alckmin. As obras da Linha, que ligaria o Centro à Zona Norte de São Paulo, estão paradas desde o final de 2016. Segundo executivos da empreiteira, o cunhado de Alckmin teria recolhido os valores em nome do ex-governador paulista.

"Entre abril e outubro de 2014, Luiz Bueno solicitou que programasse pagamentos para o codinome "mm" e também "salsicha", e que "MM" seria Marcos Monteiro, coordenador financeiro da campanha de Geraldo Alckmin".

O delator explica que as transferências não tinham contrapartida, ou seja, nenhuma relação com a obra do Metrô - foram usadas para efeito de alocação de custo, somente.

Outro tucano cotado a assumir cargo no primeiro escalão do governo França é João Cury Neto, do grupo político do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB).

"Não sei. Passavam para mim, eu fazia". O inquérito foi instaurado em novembro de 2017, a pedido da PGR.

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