Dilma insiste em 'falta de provas'

Ex-presidentes Lula e Dilma

Na turnê pela Espanha, ela tem denunciado a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

"Nós não temos um plano B. Nós mantemos a candidatura de Lula", enfatizou Dilma. "Precisamos da solidariedade internacional". "O PT vai lutar em todas as instâncias jurídicas para que Lula seja candidato à Presidência da República". A ex-presidente insistiu que o colega foi injustamente condenado e que "sua prisão é mais uma etapa do golpe iniciado em 2016", repercute o Blog do Fausto.

Segundo Dilma, o "golpe" sofreu uma derrota "estrondosa" porque seu promotor não consegue apresentar um candidato "confiável" para essas eleições.

Em Madri, Dilma esteve reunida com parlamentares e líderes de partidos políticos no Congresso espanhol. Lula foi preso porque é o líder da corrida presidencial.

Além de afirmar que ela mesma não cometeu crimes que justificassem seu impeachment, Dilma defendeu que não há provas contra o ex-presidente. "E, neste artigo, no inciso 57 está previsto que ninguém pode ser considerado culpado se sua sentença não transitou em julgado", lembrou. "É o que chamamos do direito constitucional da presunção de inocência". O PT deposita parte de suas esperanças nesta quarta-feira (11), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil talvez debata uma alteração da lei de condenação de segunda instância, que poderá favorecer Lula. Ou seja, a regra sempre beneficia o réu.

Segundo Dilma, Lula é vítima do uso do lawfare, da Justiça do inimigo, que usa dos instrumentos jurídicos disponíveis para perseguir adversários políticos.

Dilma disse que trata-se de "impedir" que Lula concorra às eleições presidenciais de outubro, já que está na liderança em "todas as pesquisas"; é "inocente" e foi condenado em um processo "sem nenhum fundamento".

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