Brasileiro acusado de se unir ao Estado Islâmico é condenado na Espanha

Homem fazia parte de célula que planejava ataques em Barcelona

Um brasileiro está entre os dez membros de uma célula jihadista ligada ao Estado Islâmico, condenados ontem (terça-feira, 10), na Espanha. A idade dos integrantes varia de 22 a 48 anos.

Kayke Guimarães e outros seis integrantes do grupo receberam uma pena de oito anos por serem considerados participantes da célula terrorista. Três líderes do grupo foram condenados a 12 anos de prisão -- os demais, como o brasileiro, foram sentenciados a oito anos. Segundo a Justiça, o grupo fotografou lugares em Barcelona que pretendiam atacar, e cogitaram sequestrar uma pessoa, vesti-la de macacão laranja e executá-la em frente às câmeras.

A sentença chega após mais de dois anos, desde sua detenção em dezembro de 2015 pelo governo búlgaro, em um dos casos mais emblemáticos de radicalização no território espanhol. Na época, o ministro do Interior catalão em exercício, Ramon Espadaler, informou que o brasileiro estava sendo investigado desde junho do mesmo ano pelas ideias extremistas expostas em redes sociais.

Conforme informou a GloboNews, Kaique foi detido quando tentava atravessar a fronteira da Turquia para chegar a Síria.

Segundo uma reportagem da Folha de São Paulo, Kayke Guimarães teria abandonado seu nome em 2014, quando começou a se radicalizar junto com outros jovens frequentadores da mesquita de Terrassa, na Catalunha.

Em nota, a Audiência Nacional disse também que o "Fraternidade Islâmica" existia "com a única finalidade e motivo de cumprir e servir as determinações feitas pelo Estado Islâmico, preparada para realizar, em qualquer momento, um ataque contra instituições como a polícia, organizações bancárias e empresas judaícas na Espanha, ou então juntar-se aos combatentes do EI".

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