Passagens aéreas puxam inflação de março para baixo

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a queda de preços para março era esperada já que os meses anteriores são de férias escolares e março é mês de volta às aulas quando a demanda por pas

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país, teve queda de 0,35% no mês passado. Já nos últimos 12 meses, o IPCA da RMF ficou em 1,25%.

Outros grupos com inflação foram habitação (0,19%), vestuário (0,33%), alimentação e bebidas (0,07%), educação (0,28%), despesas pessoais (0,05%) e artigos de residência (0,08%).

Na Capital, as maiores quedas de preço, além da gasolina, foram da energia elétrica (-4,52%) e das carnes (-2,06%).

A exceção coube a Salvador, que registrou deflação no começo de abril, de 0,08%. Já as menores taxas ficaram com as regiões Norte e Sul, que apresentaram índices negativos, -0,02% e -0,01%, respectivamente, com alguns estados com queda na parcela dos materiais. Em março de 2017, o IPCA havia atingido 0,25%. O acumulado no ano foi de 0,70%.

Nos últimos 12 meses, os preços avançaram 2,68%, novamente abaixo de 3%.

O resultado divulgado nesta 6ª feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é o menor para 1 mês de março desde o início do Plano Real e abre franca margem para que o Copom (Comitê de Política Monetária) siga com o ciclo de corte de juros na economia. De acordo com o IBGE, o resultado pode ser atribuído a redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel, em vigor desde 25 de fevereiro.

As frutas tiveram alta de 5,32% com impacto da sazonalidade da oferta, contribuindo sozinhas com 0,05 p.p. para o índice mensal.

No grupo dos Transportes, a deflação de 0,25% foi motivada pela queda nas passagens aéreas (-15,42%), que exerceram o impacto negativo mais intenso no índice do mês, -0,07 ponto percentual (p.p.). Já a alimentação fora de casa acelerou de fevereiro (0,18%) para março (0,52%). Em São Paulo, o indicador foi de 0,10% para 0,20% de alta.

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