Denúncia contra senador Aécio Neves será analisada do Supremo Tribunal Federal

Aécio Neves é denunciado ao STF por propina e obstrução de justiça

Em março de 2017, o empresário Joesley Batista, um dos sócios do conglomerado, gravou o senador tucano pedindo-lhe 2 milhões de reais que supostamente seriam empregados no custeio de sua defesa na Operação Lava Jato. Caso a denúncia oferecida por Dodge seja aceita, Aécio Neves se transforma em réu.

O relator da denúncia é o ministro Marco Aurélio Mello.

Também estão sendo investigados no mesmo caso o empresário Frederico Pacheco, primo de Aécio, a irmã do senador, a jornalista Andrea Neves, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrella.

Em relação ao crime de obstrução de Justiça, a denúncia apresentada pela PGR sustenta que Aécio Neves tentou "embaraçar" e "constranger" as investigações da Operação Lava Jato ao atuar no Congresso em favor dos projetos de anistia ao caixa dois e de abuso de autoridade e no direcionamento de delegados para assumir inquéritos específicos "com a finalidade de beneficiá-lo".

Em junho do ano passado, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou Aécio por corrupção passiva e obstrução de justiça. Ao todo, foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma, segundo o Ministério Público. Compõem ainda o colegiado os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. Parte dos repasses foi filmada pela Polícia Federal (PF), numa ação controlada com autorização de Fachin. Ainda não há data para que isso ocorra.

Todos foram citados na delação premiada da JBS. A defesa do senador e da irmã diz que o montante era para pagar advogados.

Aécio não é o único a responder por essas acusações.

O inquérito trata dos R$ 2 milhões repassados por Joesley ao tucano para arcar com despesas jurídicas decorrentes de sua defesa em inquéritos da Lava Jato. Além desse caso, há outro com origem na delação da JBS, cinco a partir da colaboração da Odebrecht, e dois oriundos da delação do ex-senador Delcídio Amaral. A nota afirmou ainda que "inexiste crime ou ilegalidade na conduta do senador" (leia a nota completa ao final desta reportagem).

Segundo a denúncia apresentada por Janot, Andrea procurou Joesley Batista em fevereiro de 2017 para intermediar o encontro entre o empresário e o senador, no qual o acerto da propina foi feito.

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