Lula não se entrega e pode ter prisão preventiva decretada

O ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva acena para apoiadores da janela do Sindicato do ABC em São Bernardo

A defesa de Lula da Silva continua a negociação com a Polícia Federal e, segundo avança a Folha de São Paulo, o ex-presidente pretende entregar-se à justiça na próxima segunda-feira.

A ordem de prisão foi expedida nessa quinta (5).

O juiz federal Sérgio Moro lhe deu até às 17h00 desta sexta-feira para se entregar à Polícia Federal em Curitiba, após o Supremo Tribunal Federal negar seu recurso de habeas corpus para recorrer da sentença em liberdade ante tribunais superiores.

Lula da Silva está a passar a noite de quinta para sexta-feira em São Bernardo do Campo, perto de São Paulo.

Segundo o despacho do juiz da 13ª vara de Curitiba, Lula tem que se entregar até as 17h dessa sexta-feira (6), na Superintendencia da Policia Federal da capital paranense.

Lula está reunido com seus filhos, aliados políticos e militantes na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

"Ele (Lula da Silva) pode vir em avião particular e apresentar-se aqui ou se apresentar-se em São Paulo, pode vir na aeronave da Polícia Federal", que está "pronta", disse a um grupo de jornalistas Jorge Chastalo Filho, chefe da equipa de custódia e escolta da PF de Curitiba.

O delegado disse que a expectativa é de que o ex-presidente se entregue à PF em São Paulo até às 17h e que os policiais não irão agir antes desse horário, mas que a intenção é que a prisão seja cumprida de qualquer forma.

Caso Fischer não atenda ao pedido de suspensão da prisão até o julgamento do mérito do HC, a defesa pede que a prisão seja suspensa até que Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) faça o exame de admissibilidade dos recursos extraordinários, no caso de "não ser atribuído a tais apelos eficácia suspensiva". O HC visa evitar a prisão imediata do ex-presidente.

O pedido de decisão liminar (provisória) foi protocolado por volta das 7h.

Na sequência, em nota, o advogado informou que a prisão contraria a versão do próprio tribunal, que garantiu o acesso a todos os recursos jurídicos possíveis.

Lula é acusado de ter recebido um apartamento triplex de luxo como suborno da construtora OAS em troca de favorecer contratos com a petrolífera estatal Petrobras.

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