Ônibus da caravana de Lula no Paraná são atingidos por tiros

Wilkinson Richa e o Hélder cúpula do governo tirou o inquérito de um delegado e o deu a outro

Dois ônibus que integravam a Caravana Lula Pelo Sul foi atingidos por quatro tiros no caminho entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no Paraná, na tarde desta terça-feira (27).

Ovo - Lula comentou os ataques sofridos pela caravana na região Sul, que ele atribui a um grupo minoritário.

No domingo (25), em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, manifestantes contrários ao petista receberam os ônibus com ovos e pedras -a janela da frente do ônibus em que estava Lula acabou quebrada. "Hoje deram até um tiro no ônibus", relatou Lula em sua conta no Twitter.

De acordo com o PT, além dos tiros, foram deixados pregos torcidos na estrada que liga os municípios de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no sudoeste do Paraná, furando os pneus de um dos ônibus. Apoiadores de Lula denunciaram que manifestantes antipetistas estavam impedindo o acesso de quem tentava chegar ao local onde o ex-presidente falaria. Lula é acompanhado por uma equipe de seguranças, como todo ex-presidente.

Lula descendo do ônibus uma cena que se repetiu dezenas de vezes nesta caravana
Lula descendo do ônibus uma cena que se repetiu dezenas de vezes nesta caravana

Mais cedo, em Quedas do Iguaçu, o ex-presidente chamou de "selvageria" os atos contra ele na região.

Sobre a condenação de 12 anos e um mês no caso do tríplex, o ex-presidente colocou sob suspeita a credibilidade dos responsáveis pela punição. O roteiro incluiu municípios do Rio Grande do Sul, Paraná e deve ser finalizado nesta quarta-feira (28), em Curitiba. Mas, como as fortes chuvas impediram a decolagem do helicóptero, Lula teve que embarcar em um avião para pouso na cidade de Pato Branco, vizinha a Quedas do Iguaçu. Eu ficou pensando: ou estou louco ou quem me condenou está louco. O locutor do evento de Lula referiu-se ao município como capital nacional da reforma agrária.

- Vocês têm sido aguerridos.

O coordenador da caravana, Márcio Macedo, um dos vice-presidentes do PT, atribuiu à autoria a grupos de apoiadores do deputado Jair Bolsonaro e caracterizou esses grupos como milícias armadas. "Essas pessoas querem matar o presidente Lula", afirmou em nota.

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