Exército vai deixar Vila Kennedy 'paulatinamente', diz Comando Militar do Leste

General Walter Souza Braga Netto responsável pelo Comando Militar do Leste e indicado como interventor responsável pelas forças de segurança e o sistema prisional do Rio de Janeiro

O coronel Carlos Frederico Cinelli, chefe do comunicação do Comando Militar do Leste (CML), informou na manhã desta terça-feira (20) que os militares das forças integradas de segurança devem deixar definitivamente a comunidade de Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, daqui a duas ou três semanas.

Cinelli afirmou, ainda, que houve um encontro com o interventor federal, general Walter Braga Netto, para que o modelo aplicado seja mantido após a entrada na PM. A primeira, chamada de "estabilização inicial", previa a retirada de obstáculos das vias e execução de mandados de prisão. Por fim, a retirada dos militares e o retorno do patrulhamento aos policiais militares. "Aumentou a percepção de segurança na comunidade". "Vamos retirar os efetivos da Vila Kennedy para que a Polícia Militar possa efetivamente assumir o patrulhamento da comunidade", disse o coronel.

De acordo com o coronel, a presença dos militares será substituída pelo patrulhamento da Polícia Militar.

Na segunda fase, com cerca de 300 homens, foi feito o trabalho social de ordenamento da comunidade e recuperação da estrutura da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A última fase está ocorrendo com a saída dos militares e a entrega do patrulhamento aos PMs.

Cinelli também afirmou que o procedimento realizado na Vila Kennedy está servingo como parâmetro para outras ações que serão realizadas durante o período da #Intervenção federal no estado. Segundo ele, tudo vai depender dos dados coletados pela inteligência e dos acontecimentos relativos à segurança no Rio de Janeiro.

"O comandante-geral da Polícia Militar já esteve reunido com o general Braga Netto e o general conversou para que o modelo aplicado ali [na Vila Kennedy] não retroceda no sentido de que a população volte a ser achacada e tiranizada com a intensidade que estava sendo", disse. "A parte policial é importante para dar segurança, mas é o restante do serviço do estado e da prefeitura que tem de entrar".

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